segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rede Globo. Campeã da Copa de 21010

Não sou amante da televisão aberta, mesmo assim ela teve grande poder sobre minhas atenções durante os jogos da copa. Só não previa o meu bombardeio mental, retribuição involuntária ao seu massacre midiático envolvendo o campeonato mundial. Adriana Colin com seus olhos embriagantes, Cissa Guimarães pequena e graciosamente convincente, e como apelo final, “Ô louco meu”. Uma equipe de peso não tão mais pesado suportada por todas as operadoras de telefonia móvel. Todos contra um! O Brasileiro rendeu-se às clemências mercadológicas globais. “Já imaginou???? Um milhão de reais!!! (...) Se não participou, aproveite! E você que já participou, não esqueça, quanto mais torpedos enviar, maiores chances de ganhar!!! É o ‘Torpedão’ premiado.”!!!

E do que importa se o Brasil não chegou à final? Afinal tem seleção que já entra no campo com o pé direito. Talvez os jogadores tenham pensado assim quando estavam cara a cara com a bendita Jabulani. “Já somos campeões”. E cá entre nós, a partida final teria o mesmo brilho com o atual futebol apresentado pela seleção canarinho?? Mas a Grande brasileira comemora sempre. Desde o início convocou seu time e ninguém poderia ficar de fora. Aliados, seduzidos, falidos, confiantes, ganhadores e perdedores, crédulos investidores da mega-manipulação que uniu a Tim, a Vivo, a Oi e a Claro para caução da sua vitória na Copa.

A televisão aberta já me surpreende com sua contribuição para a educação do povo verde-amarelo. Mas a Globo me faz sucumbir às suas estratégias de relacionamento, confundindo-me quanto à necessidade de benefícios mútuos para uma relação bem sucedida.

Já que a educação mais acessível vem pelas mãos dos teus, o futebol é pentacampeão e logo mais tem campanha eleitoral: “É Campeão!!”

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