Vergonha do ser para quem?
Do sentir para ninguém.
De dizer o que cai ou não bem?
Conhece-se tão pouco do homem porque ele se esconde atrás do que fica bem, mesmo estando mal, mesmo sendo bobo nem é bobo de deixar alguém notar.
Quando as cortinas se fecham e o escuro é ambiente natural, só a luz do eu guia um homem e suas razões, que ali não passam de tentativas frustradas de se sobressair a outrém.
Só a luz do eu estraçalha o que ele pensa ser amor.
Homem que é homem, mas não de espécie, de "raça" mesmo, não tem medo de abrir os braços frente à cruz, não teme coroas de espinhos e nem ofensas sem palavras.
Homem que é homem, chora e pinta suas lágrimas da cor da flor que quer semear em seu jardim de mágoas.
Acácias muito em breve nascerão, a terra é fértil e mágico é o teu cantar. Enfeitiça sem o caos, longe da beira-rio.
Ouça o assobio e sinta o levitar.
É por este que verbo, por este que canto, a este clamo, com este durmo e gozo um gozar absurdo em todas as dimensões.
Pelo homem que não teme ser homem.
Não teme falar
Não teme amar
Não teme chorar e nem lutar pelo grande e perdido
A quem amo?
A mim mesma. A ti, quem sabe... e a quem quer que seja este Homem!
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