NATUREZA HÍBRIDO-LITERÁRIA
Texto: Natureza França
Foto: Natureza França
HIBRIDIZADA, INTERTEXTUALIZADA, RECICLADA. Inicio do meio pelo seu caminho.
Me encontrei no templo, no espaço, nas névoas,
num baile com Castro Alves que pediu o meu laço de fita.
Agora é noite, preciso levantar.
Ao meu lado um boemio cheio de vícios chamado Vinicius, e pela tarde que passamos em Itapuã seus vícios são naturalmente imorais.
Um suspiro e só restava eu, era eu sozinha para um dicionário inteiro. E ainda que falasse a língua dos homens, sem amor eu nada seria.
HIBRIDIZADA, INTERTEXTUALIZADA, RECICLADA. Concluo antes do fim porque a mim interessa que seja assim.
E se me peguntarem onde começa o meu verbo e onde começa o verbo do outro, lhe direi: Isso não existe, é tudo uma coisa só.
Direi que a moça que mora n'água não faz distinção de cor.
E direi da necessidade em levar a poesia de qualidade, hermética ou não, ao povo.
HIBRIDIZADA, INTERTEXTUALIZADA, RECICLADA. Tudo acima do meu jeito para invadir o seu e convidar a um passeio híbrido por ambientes lisos.
Sem fins ou princípios.
Ao mundo, por meu mundo, seja bem vindo!
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