segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Silêncio.



Os homens falam, e falam, e falam, e falam...

Sugerem o desespero de um dia calar

Tudo o que vêem, sentem, ouvem... Lançam a falar

Ora sem preparo, sem reparo. Incoerente

Sem ciência do poder apaixona , magoa, ama e decepciona


Verbo ponte e a voz seu percurso

Palavra itinerante e o sentido seu curso

Palavra é rebanho no mundo

Amamentada e forte, perdura

Pré-matura à sorte, morre. Ou mata.


Minhas letras o querem, vento

Pobres meninas eufóricas...

Travam batalhas em aparecer


Vitrola já não canta música de ouvir

E eu vou ao mundo sem dizer.

Sábio sorri do Silêncio.


foto: Natureza França

Em João Pessoa o sol nasce em silêncio. E diz tanto...

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