quarta-feira, 17 de novembro de 2010

12/10/2010

Jogo decisivo do Bahia que pode levar o time à primeira divisão do campeonato brasileiro, se não me falhe o futebol. O som da rua diz “vamos subir, esquadrão!”.


Eu e Téu aqui no quarto compartilhando do momento em seus deveres de casa das aulas de música. “Diz pra eu ficar mudo faz cara de mistério...”. O som do seu violão é único em uma peculiaridade encantadora para a coruja que se enfesta da noite gabando o toco. “Longe do meu domínio, ‘cê’ vai de mal a pior...”. Já canto pausas quando as recordo ou acompanho no rádio. Agora, para mim, outras canções. Canções novas. “O que você precisa é de um retoque total...”. Se careço... Ter esse retoque total de cada dia, a cada dia porvir. Aprender a aprender em idades de metabolismos lentos, tão difíceis de se retocar por dentro.

“O que ilumina é a cabeça, cumade!” Sobre costumes tão iguais e ociosos, ele retruca. Concordo que corpo responde ao comando, Téu meu. Ilumino com sua capacidade de meia idade e inteiro dispor de viver aceleradamente em teu cenário, contrário a ti. Canta, pedala, viaja, cozinha, veleja.

Goza o menino descanso de árdua jornada nada de corpo. Nasce da mente ao menino levado, que bem educado à mentora responde, com palavras que me tocam tanto quanto aquelas canções.

E assim vivem em harmonia de tocador e viola, afinados em si, convidando para uma dança.

Dançam meus braços sobre pernas sentadas. Cruzadas. Coração de pouco peso, cabeça repousando no mundo... Mundo convidando viver.

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