Por Natureza França
Em agosto de 2009
A bebida é algo que me incomoda profundamente. Ela furta minha razão, memória e coerência. Me desquilibra, por mais esporádica que seja, perco a estrutura dos eixos.
(...)
A bebida bloqueia minha capacidade de desenvolver raciocínios. Não crio, não penso, não escrevo, logo, não existo.
E por que? Por uma breve euforia e, no final das contas, banal.
Um estímulo que burla meus princípios e como consequência uma dor de cabeça e empenho para lembrar de ações recentes.
Com a bebida não vejo intensidade em nada positivo. Ela é o troféu e os esforços conspiram para atingir um ápice imbecil, me afastando de sentimentos e desejos genuinamente meus. E se extravazar é o foco, conheço outros meios mais satisfatórios.
Com a bebida, sinto falta do meu filho e do carinho que não dispensei a ele por estar envolvida com uma ferramenta podre de socialização.
Antes, quando eliminei a bebida como hábito, sabia que haviam motivos ainda nao tão claros, pois o fim era único e objetivo. Hoje, depois de um porre insuportável (que ressaca!) e com um pouco mais de maturidade para interpretar fatos, definitivamente, afirmo: A bebida, quero deixar bem claro que não me refiro ao ato de reunir-se com amigos para degustar, apreciar, confraternizar, mas à embriaguez consequente, que é prova de que a dosagem desta droga deveria ser controlada pela justiça, assim como outras drogas são proibidas ao meu ver indevidamente, me faz mal.
Eu, que tenho este poder sobre o meu réu, o condeno à liberdade de comportamento, expressão, análise, companhia, apreciação e todas as mais que a embriaguez distanciam de mim.
O que são as drogas numa sociedade??
O que é proibido ou o que nos deixam uma droga no dia seguinte?
Quem é conhecedor ou capaz o suficiente para arriscar definir???
Ah ! amiga ....
ResponderExcluirQue akeles q fazem as leis nunca leiam isso , hhahahahaha
Amo-te !
Eu? Nem pensar.
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