sexta-feira, 16 de março de 2012

A Corredora e a Vendedora.


Me recordo de quando comecei a correr ou quando passo um tempo sem me exercitar, o quanto é algo estranho o começo, ou recomeço.

Começo caminhando para aquecer, e nos primeiros minutos de corrida o peso do meu corpo é como se fosse uma carga para minhas pernas. Logo elas ficam tensas e se eu não atentar para a postura, distribuição de pesos nas transições das passadas, movimentação dos membros e respiração, é inviável continuar.
Não é nada fácil, não é simples e nem comum. Mas como eu sou completamente avessa à cultura da nossa sociedade de conquistas fáceis, continuo alerta e vou buscar minhas superações, certa do esporte ser apenas mais uma vertente do meu universo de desafios que se comunicam entre si e me proporcionam crescimentos imensuráveis.

No começo, ou recomeço ocorrem certos desconfortos mesmo depois do treino. Dores razoáveis e suportáveis na musculatura, que inclusive me sugerem descansar antes do próximo encontro com a atividade física. Escuto meu corpo e atendo ao seu pedido, afinal, estamos juntos nessa. O desconforto pós-treino ao qual me refiro, descobri nesses anos de prática, que são meus músculos respondendo ao exercício, se modelando, se dividindo, se delineando, se é que me entendem... Após a descoberta tratei de chamar esse incômodo de conquista, e comemoro sempre que sinto as transformações, os resultados de meus esforços.

Hoje, 5 anos após mudar completamente minha cultura alimentar, física e postural gradativa, progressiva e construtivamente, faço uma análise do esporte como o maior exemplo de evolução que um ser pode conferir à sua matéria, e como ele pode ser referência para todas as evoluções necessárias à existência do homem.

Essa reflexão foi despretensiosamente sugerida pela análise no comportamento de um vendedor, as metas aplicadas, metas pessoais e caminho para conquistar os seus objetivos.

Em questão superficial  o vendedor precisa vender. Mas isso não se resume a oferecer o produto, informar o preço e fechar a negociação. Não! Para começar o vendedor não tem só um cliente, o que exige de cara uma postura de observação e flexibilidade no tratamento a cada um, conforme o seu perfil. 

E o que os clientes precisam? A sua atenção agora está direcionada às necessidades do cliente para que o tiro seja certeiro, como na corrida, o treino seja eficaz. Ao mesmo tempo o vendedor tem metas específicas por valores, por produtos, por número de clientes atendidos, por novos cadastros, etc. E, neste caso, para não perder o fôlego, atingir os objetivos sem desperdícios de energia e minimizar as possibilidades de perdas ou danos à negociação, ele terá de se comportar conforme na corrida. Estabelecendo o seu destino/meta, estudando e definido o caminho a percorrer, atento a todas as parciais que aquele desafio He fornece. Como na corrida não será fácil, simples ou comum. Todavia não será, NUNCA, impossível.

A prova disso é o prazer que os bons vendedores e bons corredores (amadores ou profissionais) exprimem em suas conquistas. O que chamamos comumente de comemoração.

Para correr e para vender é preciso ter vontade, dar o primeiro passo, utilizar os recursos que dispõe, perceber todas as dificuldades que lhe cruzam o caminho sem apavorar. Atenção e adaptação para continuar seguindo. Conheça suas limitações e as vença. Não ignore nenhum momento ou situação. Mas não perca de vista aonde quer chegar.

Às vezes a gente sua, às vezes dói, às vezes cansa...

A única garantia em qualquer uma das situações é que para vencer, correr, vender, viver... Enfim, desfrutar desse prazer que as conquistas proporcionam é algo que depende primeiro, única e exclusivamente de você.

Então corra!!!

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