Me recordo de quando comecei a
correr ou quando passo um tempo sem me exercitar, o quanto é algo estranho o
começo, ou recomeço.
Começo caminhando para aquecer, e
nos primeiros minutos de corrida o peso do meu corpo é como se fosse uma carga para
minhas pernas. Logo elas ficam tensas e se eu não atentar para a postura, distribuição
de pesos nas transições das passadas, movimentação dos membros e respiração, é
inviável continuar.
Não é nada fácil, não é simples e
nem comum. Mas como eu sou completamente avessa à cultura da nossa sociedade de
conquistas fáceis, continuo alerta e vou buscar minhas superações, certa do esporte
ser apenas mais uma vertente do meu universo de desafios que se comunicam entre
si e me proporcionam crescimentos imensuráveis.
No começo, ou recomeço ocorrem certos
desconfortos mesmo depois do treino. Dores razoáveis e suportáveis na
musculatura, que inclusive me sugerem descansar antes do próximo encontro com a
atividade física. Escuto meu corpo e atendo ao seu pedido, afinal, estamos
juntos nessa. O desconforto pós-treino ao qual me refiro, descobri nesses anos
de prática, que são meus músculos respondendo ao exercício, se modelando, se
dividindo, se delineando, se é que me entendem... Após a descoberta tratei de
chamar esse incômodo de conquista, e comemoro sempre que sinto as
transformações, os resultados de meus esforços.
Hoje, 5 anos após mudar
completamente minha cultura alimentar, física e postural gradativa, progressiva
e construtivamente, faço uma análise do esporte como o maior exemplo de
evolução que um ser pode conferir à sua matéria, e como ele pode ser referência
para todas as evoluções necessárias à existência do homem.
Essa reflexão foi despretensiosamente
sugerida pela análise no comportamento de um vendedor, as metas aplicadas, metas
pessoais e caminho para conquistar os seus objetivos.
Em questão superficial o vendedor precisa vender. Mas isso não se
resume a oferecer o produto, informar o preço e fechar a negociação. Não! Para
começar o vendedor não tem só um cliente, o que exige de cara uma postura de
observação e flexibilidade no tratamento a cada um, conforme o seu perfil.
E o que os clientes precisam? A
sua atenção agora está direcionada às necessidades do cliente para que o tiro
seja certeiro, como na corrida, o treino seja eficaz. Ao mesmo tempo o vendedor
tem metas específicas por valores, por produtos, por número de clientes
atendidos, por novos cadastros, etc. E, neste caso, para não perder o fôlego, atingir
os objetivos sem desperdícios de energia e minimizar as possibilidades de
perdas ou danos à negociação, ele terá de se comportar conforme na corrida.
Estabelecendo o seu destino/meta, estudando e definido o caminho a percorrer,
atento a todas as parciais que aquele desafio He fornece. Como na corrida não
será fácil, simples ou comum. Todavia não será, NUNCA, impossível.
A prova disso é o prazer que os
bons vendedores e bons corredores (amadores ou profissionais) exprimem em suas
conquistas. O que chamamos comumente de comemoração.
Para correr e para vender é
preciso ter vontade, dar o primeiro passo, utilizar os recursos que dispõe,
perceber todas as dificuldades que lhe cruzam o caminho sem apavorar. Atenção e
adaptação para continuar seguindo. Conheça suas limitações e as vença. Não
ignore nenhum momento ou situação. Mas não perca de vista aonde quer chegar.
Às vezes a gente sua, às vezes
dói, às vezes cansa...
A única garantia em qualquer uma
das situações é que para vencer, correr, vender, viver... Enfim, desfrutar
desse prazer que as conquistas proporcionam é algo que depende primeiro, única
e exclusivamente de você.
Então corra!!!
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