sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que me possui.

Uma fala suprema, perene, serena...


A música pariu

Meu corpo abriga

Lampeira atiça

Batida qualquer


Não carece rima nem passo

Descontrolada cadência

Nota descompasso

Arrepio dos seios à nuca

Da nuca aos braços


No toque do couro a oca madeira

Bate na palma do pé

Abre as pernas da sem vergonha


Crespa na gira roda

Risca o chão

Rasga a saia

Sambadeira

Desfralda

Baiana

Sacode

Treme

Vibra

Abala

Agita

Chora

Dança.


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