Viro observando os homens que me tem e também os que me passam
Seus dias, noites, graças, rancores e mais...
Nossos, aliás.
Cretino. Maldito. Pensamento me fugiu
Comum ao corte do abrir bolsa e raptar caneta
Captura-me a quebra
Corta ela a ponta do pensamento
O lança no vento
Hoje escolhi não sentar à mesa, no bar.
Talvez não me embriague
Somente brigas e pazes
Acomodei-me longe da canção
De olhos e vozes
De seus agouros
Agourei-me.
Às vezes careço longe de todos e de mim
E mesmo que o fio do meu diálogo oculto se parta ao frio fluvial
Sere eu mais quieta. Tantas mais eu.
A fervura que me aquecem os que passam me parece parecer
E dentre os que me tem, sei parecer distante do ser
Os homens que me passam são previsíveis, relevantes
Certas feitas desprezíveis.
(...)
Escuto minha música entre eles. Entro em mim e vou.
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