segunda-feira, 6 de setembro de 2010

eus homens meus


Viro observando os homens que me tem e também os que me passam

Seus dias, noites, graças, rancores e mais...

Nossos, aliás.


Cretino. Maldito. Pensamento me fugiu

Comum ao corte do abrir bolsa e raptar caneta

Captura-me a quebra

Corta ela a ponta do pensamento

O lança no vento


Hoje escolhi não sentar à mesa, no bar.

Talvez não me embriague

Somente brigas e pazes

Acomodei-me longe da canção

De olhos e vozes

De seus agouros

Agourei-me.


Às vezes careço longe de todos e de mim

E mesmo que o fio do meu diálogo oculto se parta ao frio fluvial

Sere eu mais quieta. Tantas mais eu.


A fervura que me aquecem os que passam me parece parecer

E dentre os que me tem, sei parecer distante do ser

Os homens que me passam são previsíveis, relevantes

Certas feitas desprezíveis.

(...)

Escuto minha música entre eles. Entro em mim e vou.

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