segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

extremos


Estou entre a luz e a sombra. Posso ver ambas e incansavelmente mergulho em suas entranhas.

Cada vez mais profundo sinto as duas me envolverem em sua hora, mas posso ser sensata e não vendar meus olhos por detrás da janela. Não os deixo cair, quero sempre ver a outra a cantarolar do lado de lá canções de acordar ou dormir..

E sinto este sangue que corre agora dentro da minha pele a arrepiar todo o meu corpo levemente nessas linhas em que jorram os meus dedos alterados pelo êxito de subir bem alto e descer bem longe em terras estranhas, sombrias e perigosas.

Dentro da terra o movimento é de alta periculosidade...

E as folhas desse quintal dançando ao som do canto do vento e das vozes dos meninos alternam seus verdes ao brilho da luz da varanda.

Sim. Daqui eu posso ver, posso sentir o vento de gostoso frio que abre a cortina dos meus cachos dourados do Sol, da luz-Mor.

E quando lá de baixo posso ver... Então e finalmente quando lá, lá de baixo posso ver todas as luzes que cercam o alto gigante e circunferente, eis que surge um guindaste e me transporta intensamente ao andar superior.

Nesse caminho posso sentir o poder da variação diamésica entre o meu corpo, meu ser, e minhas mãos.

Externo com auxílio luxuoso da caneta e do papel.

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